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Gravidez com sucesso é mais difícil para mulheres mais velhas....

As chances de uma gravidez com sucesso são reduzidas consideravelmente em mulheres acima de 35 anos, independente de sua história reprodutiva, conforme estudo publicado essa semana em British Medical Journal, cuja principal autora é Anne-Marie Nybo Andersen, do Centro de Ciência e Epidemiologia Dinamarquês.

Pesquisadores dinamarqueses analisaram os efeitos combinados da idade materna e da história reprodutiva sobre os resultados da gravidez de mais de 600 mil mulheres entre 1978 e 1992.

Descobriram que mais de um quinto de todas as gestações de mulheres de 35 anos não obtiveram sucesso, devido a abortos espontâneos, à gravidez ectópica (extra-uterina) ou a natimortos. Aos 42 anos de idade, mais da metade das gestações pretendidas não tiveram sucesso.

O risco de aborto espontâneo variava de um mínimo de 8%, aos 22 anos, até 84%, aos 48 anos ou mais, independente dos problemas reprodutivos anteriores. Similar a isso, o risco de uma gravidez ectópica também aumentava conforme a idade da mãe, de 1,4% de todos os processos de gravidez aos 21 anos de idade até 6,9%, em mulheres com 44 anos ou mais.

Curiosamente, o risco de natimortos ainda era mais elevado entre mulheres acima de 35 anos, mas em menor grau do que o risco de aborto espontâneo e gravidez ectópica. Essas descobertas indicam que o adiamento da gravidez aumenta o risco de gestações sem sucesso.

Conclui-se que as mulheres devem ser melhor aconselhadas para garantir que tais riscos sejam levados em conta no momento da decisão sobre a maternidade.

Em um editorial anexo, pesquisadores da Universidade de Columbia afirmam que outros aspectos da reprodução, tais como partos múltiplos e deformações congênitas, também devem ser considerados pelos pais em potencial.

Contudo, em uma nota positiva, sugerem que uma criança nascida de pais mais velhos tem maiores vantagens. Por exemplo, a experiência e o conhecimento dos pais, bem como a situação financeira, tendem a ser maior do que os de pais mais jovens.

British Medical Journal, www.emedix.com.br, 08/10/02


Um simples teste sangüíneo pode diagnosticar o risco de pré-eclâmpsia

Um simples teste sangüíneo conduzido durante o primeiro trimestre da gravidez pode identificar mulheres com risco de pré-eclâmpsia, uma complicação comum e perigosa da gravidez tardia, dizem os pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts (MGH). O estudo descobriu que mulheres grávidas que desenvolveram a pré-eclâmpsia, também chamada de toxemia, tiveram níveis reduzidos no sangue de uma proteína denominada SHBG, um marcador da resistência à insulina. O relatório aparece na edição de abril do periódico Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

"Esse estudo mostrou que um fator de risco pode ser detectado várias semanas antes do aparecimento dos sintomas que podem diagnosticar quem desenvolverá a pré-eclâmpsia", diz o Myles Wolf, principal autor do estudo. "Nosso estudo aumenta a possibilidade de desenvolvimento de novas abordagens para o diagnóstico e intervenção que, eventualmente, poderiam levar a tratamentos preventivos."

A pré-eclâmpsia é uma doença na qual a mulher grávida desenvolve a alta pressão sangüínea e outras anormalidades metabólicas. Caso a doença não seja bem administrada, a pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia ou insuficiência do fígado ou renal, complicações que podem ser fatais. A pré-eclâmpsia aumenta o risco de parto prematuro ou cesariana de emergência. É estimado que essa doença ocorra em 5 a 7% das mulheres grávidas (mais de 200 mil mulheres nos EUA anualmente), sendo mais comum na primeira gravidez. Enquanto a diabete e a alta pressão sangüínea pré-existentes foram identificadas como fatores de risco, os tratamentos padrões para essas doenças não foram eficazes na redução do risco.

Como parte de um estudo com mais de 4.500 mulheres para identificar os fatores de risco para distúrbios hipertensivos na gravidez, amostras de sangue foram coletadas de voluntárias durante o primeiro trimestre da gravidez. Os pesquisadores revisaram informações das participantes do estudo que tiveram uma única criança na primeira gravidez e identificaram 45 casos de pré-eclâmpsia. Eles compararam os dados dessas mulheres com as informações de 90 voluntárias do estudo, selecionadas aleatoriamente, que tiveram gravidez normal, dando atenção particular aos fatores associados à síndrome da resistência à insulina. Vários sintomas da resistência à insulina - incluindo a obesidade e a hipertensão - também estão associados à pré-eclâmpsia.

As mulheres que desenvolveram a pré-eclâmpsia tinham níveis reduzidos de SHBG (hormônio sexual ligado à globulina) nos testes sangüíneos do primeiro trimestre mais freqüentemente do que aquelas que tiveram gravidez normal. Os pesquisadores também descobriram que a associação dos níveis reduzidos da SHBG e o risco de pré-eclâmpsia permaneceu a mesma tanto em mulheres magras quanto em obesas.

Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism/www.emedix.com.br, 08/10/02

Dia Mundial do Coração destaca a qualidade de vida

Redação connectmed

São Paulo, 1º de outubro - No último dia 29 de setembro foi comemorado o Dia Mundial do Coração e as campanhas se voltaram para os principais fatores de risco causadores das doenças cardiovasculares. Só no Brasil, 40% dos adultos brasileiros têm colesterol alto, contra uma média de 33% nos anos 90. Esses dados foram apresentados durante o 57º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, realizado no dia 21 de setembro.

Segundo o dr. João Parisi Neto, cardiologista e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), regional São Bernardo e Diadema, para evitar elevados níveis de colesterol é necessário ter uma alimentação saudável, à base de cereais, frutas, verduras, legumes e carnes magras, de preferência as brancas como as de ave e peixes. "Gordura, frituras, embutidos e chocolates devem ser evitados. A prática de exercícios físicos contínuos, diários, diminui o colesterol "ruim" e aumenta o "bom" (HDL). Fumar, nem pensar", alerta o cardiologista.

Um outro tipo de gordura, a chamada triglicérides, também não deve ser esquecida, pois vem do metabolismo dos carboidratos, onde o organismo utiliza o necessário e transforma o excesso em gordura. "Por isso que nós, cardiologistas, orientamos os pacientes continuamente sobre os benefícios da realização de esportes para aumentar o gasto de energia pelos movimentos dos músculos", completa.

O especialista diz que não é necessário comprometer a qualidade de vida, pois tudo pode ser feito moderadamente, até mesmo o consumo de bebida alcoólica. "O vinho, por exemplo, possui uma substância chamada flavonóide, responsável pela cor vermelha. Os tintos têm 10 vezes mais essa substância do que os brancos, e por isso quando ingeridos na quantidade de um cálice diário, protegem o coração, diminuindo a probabilidade de infartos e derrame cerebral. Eles atuam, também, como antioxidantes e antiinflamatórios", explica dr. Parisi.

A vida média do ser humano tem aumentado muito graças a esse tipo de orientação e, também, às novas descobertas científicas. "Não devemos nos esquecer do lazer e, principalmente, do bom humor. O bom humor prolonga a vida", conclui o especialista.